11/04/2014

Por que a violência?

Henri Kaufmanner • Diretor
     Em julho de 1932 Einstein escreveu a Freud solicitando sua ajuda. Em nome do Instituto Internacional de Cooperação Intelectual (ICCI), buscava iniciar uma correspondência com o pai da psicanálise e a partir dessa gerar um fascículo em torno das relações entre o Direito e o Poder. A ideia dessa publicação era auxiliar os esforços pela paz da Liga das Nações, instituição a qual o ICCI estava subordinado. A Liga das Nações, criada após a Primeira Grande Guerra, tinha como função principal regular as relações internacionais após o conflito, estabelecendo um limite ao poder dos estados quando se tratava de ir além de suas fronteiras.

Trauma nos corpos, violência nas cidades

Miquel Bassols
     Vivemos em uma época na qual as experiências traumáticas em massa fazem parte do cotidiano. É um fenômeno da nova realidade aumentada e promovida especialmente pela difusão global e imediata de informações e de imagens que permitem assistir, às vezes “ao vivo”, às explosões de violência que se sucedem nas diversas partes do mundo.

Argumento e Eixos (atualizado)

Sérgio Laia
Coord. Comissão Científica
     Duas expressões – “trauma nos corpos” e “violência nas cidades” – compõem o título do próximo Encontro promovido pela Escola Brasileira de Psicanálise (EBP). Em um país como o Brasil, mas sem que as reduzamos a essa dimensão nacional e geográfica, elas podem ser apreendidas por uma relação do tipo causa-efeito: em uma versão mais midiática (ou mesmo estatística), é dito que a violência nas cidades provoca trauma nos corpos ou, ainda, por um viés, digamos, mais psicológico, afirma-se que o trauma dos corpos produz violência.

Os destinos do amor-ódio

Maria Josefina Sota Fuentes
     O tema de trabalho que a Diretoria de Cartéis da EBP escolheu para 2014, aos 50 anos do Ato de fundação de Lacan, retoma os fundamentos da Escola e do próprio dispositivo do Cartel. Dessa maneira, será também a ocasião, tal como dirá posteriormente Lacan, de “articular o que ali está como pivô de tudo que se institui pela experiência analítica: o amor”1.

Nem Deus, nem Diabo

Anaelle Lebovits-Quenehen
Os paradoxos do amor de transferência 
     Freud1 fazia do amor de transferência um amor verdadeiro. Lacan segue Freud nesse aspecto, considerando que a transferência leva ao seu mais alto ponto “[...] a questão do que chamamos amor autêntico, eine echte Liebe2 . Dito isso, quando ele o define como tal, ele não faz do amor de transferência um amor real e nem mesmo um amor que daria conta do real.

Eixos Temáticos

Sérgio Laia
Coord. C. Científica
Atividades


     A programação do XX Encontro Brasileiro será composta de Plenárias e de apresentações de trabalhos em Mesas Simultâneas. Desta vez, contaremos ainda com Entrevistas, bem como com Seminários de AME (Analistas Membros da Escola) e trabalhos provenientes de cartéis da EBP.

Conexão: "Clínica do Testemunho"

Entrevista publicada no Almanaque on-line nº13 com os integrantes do Cartel "Clínica do Testemunho": Jorge Pimenta, Lucíola Macêdo, Maria Clara Pêgo, Simone Pinho Ribeiro e Guillermo Belaga1 (mais-um).

Preparatórias

Eventos no primeiro semestre

•     Seminário de apresentação do XX EBCF
          29 de maio • EBP-MG

•     "A violência e a agitação dos corpos"
          31 de maio • EPP-Delegação Paraná

Ressonâncias

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"Trauma e violência , manifestações contemporâneas"


No dia 28 de março, aconteceu em Teresina - PI, a abertura do Ciclo de Estudos Psicanalíticos do Piauí com a palestra de Lilany Pacheco, acompanhado do curso "As manifestações de violência: novos arranjos pulsionais".